Sobre carregar o mundo nas costas

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Quem carrega o mundo nas costas leva um grande fardo. Mas hoje foi diferente.

Tá pesado pra mim, preciso admitir. Finalmente o dia em que eu mais temia chegou: o dia em que eu não consigo mais suportar carregar o mundo sozinha nas costas. É um peso que incomoda. Dói os ombros, o peito e a sola do pé. Dói tanto que é difícil chorar ou respirar porque a dor não deixa.

Hoje eu desisti de tudo um pouco, porque não? Só hoje eu enxerguei o real limite dos meus esforços. E vi que tem um limite. Quem quer dar conta de tudo não sabe dizer a hora de parar.

Talvez eu durma umas horinhas que logo vem a disposição. Ou eu enfio o pé na jaca no chocolate, vou me dar ao luxo de passar um tempo na minha série preferida que passa. Passa o que? Esquecer a infelicidade por alguns minutos e depois retornar a sofrer? Será que faz bem?

Talvez as pessoas que amam carregar o mundo nas costas sejam verdadeiros masoquistas. Talvez o problema seja autocrítica. Ao invés disso, um grande ciclo vicioso se forma e a cada vez que tentamos levantar e caminhar com o nosso mundo nas costas percebemos que a energia vai diminuindo até que um dia tudo desmorona e o mundo literalmente nos esmaga.

E dai você dá de cara com o chão e você fica em silêncio esmagado,  escutando apenas o barulho das batidas do seu coração e pensando: aonde foi que eu errei?

Esse é o mal dos aprendizes de atlas. Se culparem o tempo todo e quererem se delegar tarefas além da capacidade humana. Se for pra esmagar tudo, que deixe de fora a autocrítica.

A capacidade de reconhecer que não somos Deuses e sim humanos na mais pura essência do nosso ser, é saber a hora de parar. Mas que hora é essa? É quase uma questão de relógio biológico. Timing. Feeling. Perspectiva.

Se tá doendo, não é normal. Então é preciso tirar esse peso e avaliar as conseqüências de todo esse dano a longo prazo seja física e seja mentalmente também.

O cansaço vem com tanta força que paramos de agir racionalmente e queremos largar tudo e sair correndo ou deixar ser esmagado mesmo. Vem o sentimento de impotência e culpa e nesse momento nos tornamos inúteis.

Quando se é esmagado tantas vezes por dia ou por ano, você acaba desenvolvendo uma defesa natural contra isso. E é isso que eu desejo nesse momento. Menos  dores e mais eficiência. Menos cansaços desnecessários e mais cansaço que seja recompensador no final. E por fim menos burrice e mais funcionalidade.

Hoje eu meu vi numa daquelas situações como inúmeras outras de ter que carregar o meu mundo nas costas e o mundo dos outros também. E reconheci que é muito pesado pra um só. E que não faz mal que seja assim. Mas que dentro das minhas possibilidade eu só posso fazer o que realmente consiga.

E que no final do dia eu não me deixe sentir culpada e sim com a consciência tranquila de que se dependesse de mim as coisas teriam sido e sempre vão ser melhores, sem ter que me machucar tanto por isso. Porque mais importante que quantidade é qualidade (com sabedoria).


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Rapha é biomédica, ariana, romântica e chocolátra de carteirinha. Festeira, terapeuta e escritora nas horas vagas. Ama fotografar paisagens e pratos. Tem 25 anos e vontade de largar tudo e viajar pelo mundo com o amor da sua vida. Rege a vida com sorriso no rosto e positividade em tudo que faz.


 

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Sobre todas as coisas que queria te dizer

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A primeira delas é: você perdeu o grande amor da sua vida. E essa é uma perda imensurável. Qual é a graça de existir ao invés de viver? Vida é quando estamos juntos. E eu faria seu jardim florescer. Te ensinaria a viver com pouco, ser humilde e sorrir mais.

Faria você seguir a rotina da lógica dos meus pensamentos e isso se aplicaria as mais diversas áreas que você puder imaginar. Juntos iríamos pra longe, descobriríamos pequenos milagres diários e contemplaríamos as coisas que quase ninguém costuma enxergar.

Eu e você teríamos sido simples dentro de tanta complexidade que vemos por aí. Poderíamos construir de tudo. Poderíamos criar uma lista de metas e planejar uma viagem por ano, por exemplo. Falando em viagem juntos eu teria coragem de largar tudo por nós , sabia?  A vida se torna auto-suficiente ao seu lado.

O bom se torna ainda melhor e o ruim se torna mais uma das nossas experiências pra contarmos pros nossos netos. E no final das contas esses velhos conceitos se unem. E viram uma coisa só.

Eu te arrancaria mais sorrisos do que uma vida inteira é capaz de te proporcionar. Te beijaria com a alma, com o olhar e todos os outros sentidos além da minha boca. Faria você se sentir a pessoa mais especial desse mundo só pelo fato de estar ao meu lado. Você seria especial comigo. Porque é assim que se sentem as pessoas pelas quais valem a pena lutar.

Juntos construiríamos o que quiséssemos. Podia ser uma família canina, adotada ou natural. Ou poderíamos combinar essas três opções juntas, quem sabe. Viveríamos por bem. Acima do bem e do bom. Seríamos invencíveis juntos. Ninguém poderia nos derrubar. Faríamos um belo time. Seríamos bons melhores amigos parceiros namorados.

Mas o que são as novelas sem as grandes tramas, os mal entendidos e a maldita falta de comunicação?

Não quero que você se lembre de mim. Pequenas recordações em doses homeopáticas são como pequenas doses de arrependimento. Seguiremos em frente e eu sempre terei uma boa lembrança de mais uma das etapas cumpridas na vida. Você se tornou pra mim algo que eu consegui superar mas que sempre vai existir aquela pontinha de decepção (por você, é claro).

Você me perdeu e eu me tornei alguém melhor por sua causa. Nossa perda foi um grande ganho. Se nada se cria e tudo é capaz de transformar-se, você me transformou de um jeito seu. De fato não foi o jeito que eu esperei que fosse mas não deixou de valer a pena.


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Rapha é biomédica, ariana, romântica e chocolátra de carteirinha. Festeira, terapeuta e escritora nas horas vagas. Ama fotografar paisagens e pratos. Tem 24 anos e  vontade de largar tudo e viajar pelo mundo com o amor da sua vida. Rege a vida com sorriso no rosto e positividade em tudo que faz.


Deprê pós-viagem: frescura ou choque de realidade?

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Lembro nitidamente que antes mesmo de viajar pro exterior já me batia um aperto no coração sobre a  volta. “Mas para de ser dramática, nunca nem foi pro exterior já tá assim?” Era estranho mas lá no fundo fazia sentido. A gente nunca quer pensar no depois. Deixa pra depois, né? Vamos pensar no presente. Porque é seguro e sinceramente, cômodo.

Mudei de casa, de família, até meus sonhos mudaram. O inesperado aconteceu. Toda aquela vidinha que eu tinha no meu país se tornou um grande questionamento na minha cabeça. Será que é aquilo mesmo que eu quero pra mim? Acho que posso tentar algo novo. Acho que não quero mais voltar.

Antes de ir embora do meu país  me perguntava que raios existia lá fora que não existia aqui. Porque a grama do vizinho é sempre a mais verde? Até eu chegar e conhecer esse sentimento. Até eu me sentir tão bem como eu nunca pude me sentir antes. Até eu finalmente experimentar o que é ter QUALIDADE DE VIDA.

Antigamente eu tinha sonhos “complexos”. Sonhos que envolviam carreira, dinheiro, viagens. Quando você volta de uma viagem em que você literalmente se encontra, se redescobre e se redefine você passa a enxergar com clareza o que tem lá fora e o que falta aqui. O nome disso é SIMPLICIDADE.

Parece estranho mas num país onde as coisas funcionam as pessoas não precisam de muito pra sobreviver. As pessoas não ficam ligando pra roupa de marca que você ta vestindo, o celular de última geração que você comprou ou seu status social. Simplesmente porque todo mundo tem acesso a isso. É obvio que ao mudar de país muda-se de problemas. Não existe perfeição em nenhuma parte do mundo. Mas tenho que admitir que não dá vontade de voltar NUNCA MAIS.

Mas e a saudade? Essa bate forte. Dói um pouco por dia. E há quem volte porque a saudade é TANTA que não dá pra suportar. Mas depois que todos voltam eu sempre escuto a mesma frase: “me arrependo todos os dias”.

Essa deprê pós viagem vem com tanta força que parece que as coisas perdem um pouco o sentido. A explicação é simples. Perdemos o nosso REFERENCIAL. Saímos de um país ‘sub’ pra viver no ‘estilo desenvolvido’ de ser. “Se no aplicativo dos transportes públicos disser que o ônibus chega 11:55h, nem um minuto a mais, nem um minuto a menos.”

Mas não é que funciona MESMO? Meu Deus, em que mundo estamos? Que civilização é essa?

Realmente a grama do vizinho é verde BRILHANTE. Mas porque a gente precisa ter que sair da nossa casa pra morar em outra? Porque a nossa casa também não pode ser assim? Acho que isso daria texto pra uma vida inteira. Mas quem mora aqui no Brasil sabe na ponta da língua essa resposta.

A questão é… Se tiver que voltar, volte, mas volte com pensamento de voltar novamente.

 Deu looping no raciocínio? É isso mesmo. Vá pra experimentar, vá pra saber como você se adapta a esse novo estilo de vida. Vamos convir que NÃO É pra qualquer um.

Tenha em mente que uma vez que você viajou pro exterior seja pra ficar 1 semana ou 1 ano, você destrava uma alavanca dentro da sua mente que faz  você mudar sua perspectiva pra sempre. Você expande os horizontes. Isso também é AMADURECER.

Suas experiências de vida são algo que ninguém nunca vai conseguir tirar de você. É importante entender que adaptação depende de cada pessoa. Não é vergonha nenhuma dizer que não vai morar fora nunca. Mas se é isso que você viu que faz sentido desde que você voltou, apenas não desfoque dos objetivos e tenha esse sonho como regra número 1, agora que você tá de volta.

A deprê vai te dar um soco de direita, e não, NÃO É FRESCURA. É apenas um sinal te dizendo pra você não desistir de correr atrás da sua FELICIDADE. Mesmo que isso demore pra acontecer.


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Rapha é biomédica, ariana, romântica e chocolátra de carteirinha. Festeira, terapeuta e escritora nas horas vagas. Ama fotografar paisagens e pratos. Tem 24 anos e  vontade de largar tudo e viajar pelo mundo com o amor da sua vida. Rege a vida com sorriso no rosto e positividade em tudo que faz.


Senão deu certo, não chegou ao fim

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Como dizia Paulinho da Viola “Sonhar não custa nada” mas certamente nos faz passar por inúmeras provações . A grande questão é: até onde você iria em prol do seu sonho? Você realmente está comprometido a fazê-lo se tornar realidade?

Uma coisa é clara. A caminhada sempre é mais importante do que a linha de chegada. O processo psicológico de amadurecimento ao longo da busca por um sonho é difícil e requer bastante paciência. Muitas vezes você se sente impotente por achar que ficou estagnado e é ai que as coisas ficam perigosas. E é justamente aonde a maioria desiste.

Você tem equilíbrio emocional pra fazer seus sonhos se tornarem reais? Antes de mais nada é importante “se conhecer”. Parece óbvio, mas muita gente não sabe realmente o que quer porque tem medo de sair da famosa zona de conforto. Entender seus limites, saber até onde você consegue chegar, é importante. A maioria das pessoas “sonham” mas não querem ter o trabalho de fazer dar certo, elas simplesmente querem o resultado final.

De fato sonhar já é importante. Sonhar traz esperança, inspira e estimula o pensamento positivo. Sonhar é desenhar o futuro com o nosso toque pessoal. (Tem coisa melhor do que as coisas saírem exatamente do jeito que a sempre planejou?)

Mas há quem sonhe e queira desistir. E pra essas pessoas digo que: NÃO PAREM. Se ainda não deu certo talvez você precise mudar de estratégia, talvez você esteja olhando apenas sob um ângulo errado. Talvez seja a hora de respirar fundo e redefinir suas opções, porque não? Mas o mais importante é NÃO PARAR. (” Deixa a vida me levar, vida leva eu…”)

Enquanto existir uma chama acesa no seu coração te dizendo que é aquilo ali, não seria justo com você mesmo parar. Mas e se demorar? Mas vai demorar? Depende de quem? Uma série de obstáculos vão aparecer no seu caminho pra te desviar do seu real objetivo. Esteja sempre atento porque preparado mesmo,  a gente nunca tá (por mais que a gente ache). Mas saiba com clareza que você também pode ser o seu maior obstáculo. Mas como assim?

Um dos maiores limitantes do ser humano é o pensamento. A força do que pensamos irradia pra nossa mente, nosso organismo, células e até espírito. Pode parecer bobagem mas um pensamento limitante de “eu não vou conseguir” ou “eu desisto de tentar” põe tudo a perder. Aprende que o desânimo vem, é normal, mas ele precisa passar. E quando ele for embora esteja pronto pra outra. (O “NÃO” a gente sempre tem)

A fase do desânimo é tão importante quanto a fase da alegria. É a fase que você mais amadurece e de fato finca os pés no chão. Mas não pare, continue. Mesmo que todas as forças estejam contra você, mesmo que tudo pareça não fazer sentido e você comece a se sentir sozinho nessa caminhada.

É sofrido mas vale, viu? Nada se compara ao gostinho de dever cumprido. Quando a sua hora chegar e o SEU sonho se realizar vai poder olhar pra trás e sentir o quão  forte o suficiente você foi capaz de ser pra realizar uma META PESSOAL. E esse sentimento de dever cumprido e gratidão é um dos melhores que a gente pode ter o prazer de experimentar nessa vida, depois do amor, é claro.

Pensou em desistir e acabou lendo esse texto? Pense bem, talvez isso seja um SINAL.

 

“Se você pode sonhar, você pode fazer”  – Walt Disney


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Rapha é biomédica, ariana, romântica e chocolátra de carteirinha. Festeira, terapeuta e escritora nas horas vagas. Ama fotografar paisagens e pratos. Tem 24 anos e  vontade de largar tudo e viajar pelo mundo com o amor da sua vida. Rege a vida com sorriso no rosto e positividade em tudo que faz.


Agradar os outros ou Ser feliz? Qual é a sua prioridade?

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      Tem certas coisas no mundo que dinheiro nenhum é capaz de comprar. E só quem é forte o suficiente consegue enxergar isso. Não me refiro a força física e sim intelectual. Poucos são aqueles que conseguem perceber as nuances da vida numa sociedade que é movida pelas aparências. E o peso de uma decisão mal feita pode acarretar graves consequências lá na frente. Cada um sabe de si. E como já dizia Caetano Veloso: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”. Então, até que ponto vale a pena viver uma vida vazia? Uma vida sem amor, movida a interesse? Infelizmente, boa parte das relações hoje em dia são movidas a interesses e isso gera uma grande pressão e uma sensação de impotência inexplicáveis. Ser verdadeiro parece ser brega e ficar com alguém por amor…HMMMM, mas “Amor não põe mesa! Minha filha, vê se escolhe bem”.

      A grande questão é… Não existe receita. Mas existe ENERGIA. E cada um é capaz de atrair aquilo que transmite. É a lei do retorno. Assim como a lei de murphy, ela é tão eficaz que acontece espontaneamente. O mundo gira, rapaz… E as vezes nem precisa de uma noite pra que isso aconteça. É nessas horas que a nossa personalidade entra em cena. Seguir o que todo mundo faz? Ou seguir o que VOCÊ acredita? Enfrentar seus medos, os julgamentos, os olhares e ser feliz ou ir pelo caminho mais conveniente e melhor aceito pela sociedade que no final das contas vai agradar a todo mundo e vai terminar com você INFELIZ? Quando a gente está infeliz tudo perde a graça. E dai a gente começa a se questionar os porquês de tantas coisas estarem dando errado ao mesmo tempo. Afinal, lutar pra que?

      ABAIXO O CONFORMISMO! Vamos lutar pelo que queremos. Mas vamos lutar DIREITO. Sem sermos aqueles velhos revolucionários de sofá. Lutar com dedicação, foco, comprometimento e trabalho. MUITO trabalho. Sem esquecer da humildade. Ela é a base de tudo isso. Nunca se esqueça de que você é o responsável por se fazer feliz antes de mais nada. De que essa força de que você precisa pra ter um sentido na vida, precisa vir de você pra que você seja capaz de amar os outros a sua volta. Isso se chama AMOR PRÓPRIO. E quando a gente se preocupa mais com a vida do outro do que com a nossa estamos nos deixando de lado. Estamos perdendo o foco do que REALMENTE importa.  

  Não tenha medo de escolher o que é melhor pra você. Mesmo que seja complicado. Mesmo que o mundo INTEIRO seja contra. Arranje uma forma de administrar essas imparcialidades ao seu favor. O mal do mundo é a PRESSA/IMPULSO. E nem sempre “meter os pés pelas mãos” ajuda, as vezes só agrava a nossa situação. As vezes é preciso deixar um pouco a emoção de lado e ser mais racional. E não adianta enxergar a solução na sua frente sem querer fazer força pra alcançar a linha de chegada. Uma das leis universais da vida é que: “Nada cai do céu”.

   A vida não é fácil pra ninguém. Não importa a sua personalidade ou a conta bancária. Nós somos movidos pela força do que pensamos, do que buscamos e acreditamos. E o mínimo que devemos fazer é, exigir de nós mesmos que sejamos melhores a cada dia que passa. E que tenhamos METAS. É importante se desafiar. É importante fazer a diferença. De pessoas iguais o mundo tá cheio. Vamos ser diferentes. Fazer diferente. E finalmente SER A DIFERENÇA. A vida é muito curta pra ser vivida sem INSPIRAÇÃO. Por isso, antes de se espelhar nos outros, se espelhe em VOCÊ. Afinal de contas, você não faz IDÉIA da força que tem.

” Seja a diferença que gostaria de ver no mundo” (Gandhi) 


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Rapha é biomédica, ariana, romântica e chocolátra de carteirinha. Festeira, terapeuta e escritora nas horas vagas. Ama fotografar paisagens e pratos. Tem 24 anos e  vontade de largar tudo e viajar pelo mundo com o amor da sua vida. Rege a vida com sorriso no rosto e positividade em tudo que faz.


Ariana sim, com certeza !

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       Filhão, essa mina é sinistra. Tem firmeza na voz e seu codinome é autoconfiança. Sabe muito bem o que quer e faz questão de demonstrar isso. Falando em demonstração, a objetividade é o seu forte maior. Doa a quem doer. Ela é daquelas que puxa o band-aid de uma vez só porque ela não é mulher de cerimônias. Aliás, ela detesta rodeios. Ela é daquelas que chega e não precisa falar uma única palavra pra ser notada. Ela é movida a sorrisos, aventuras e ansiedade. Sua vida é que nem quarto bagunçado. Só ela consegue encontrar-se em meio ao caos.

      Nunca verás tamanha intensidade no quesito amor. Se compromete de corpo e alma. Vai além de todas as expectativas. Se faz muito de durona mas quando se entrega faz de tudo pra te ver sorrir. Mais fácil apaixonar do que estar apaixonada. Mas quando se apaixona fica no mundo da lua, vai ver romance no Netflix, procura a música perfeita pra definir o momento de vocês e quer gritar pro mundo inteiro ouvir o quanto o coração transborda de felicidade. Ariana apaixonada é a mesma definição do provérbio: “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. É por isso que ter uma ariana como companheira não seja pra qualquer um. Eita mulher de gênio forte!

    A mesma facilidade que a leva se apaixonar perdidamente faz com que ela se desinteresse pelo outro na mesma intensidade. E quando a ariana se desinteressa… Você ainda não viu nada, amigo. Sabe aquela velha conversa filosófica sobre “Qual o pior sentimento que uma pessoa pode despertar na outra? Amor ou ódio?”. Nesse momento vem uma ariana e responde: “INDIFERENÇA”. Ela vira uma pedra de gelo. Quando ela perde o entusiasmo não há chocolate NO MUNDO que a faça mudar de idéia. Porque arianas não mudam de ideia facilmente. São as mais extremistas do zodíaco.

      Falando em 8 ou 80, a ariana é muitas vezes taxada de “barraqueira”, mandona, ansiosa e autoritária. Claro! Pra ariana tudo tem que acontecer naturalmente. Naturalmente do jeito que elas querem. Por isso a teimosia de áries vai deixar muita gente de cabelo em pé. Ela é daquelas que perde a amizade mas não perde a razão. Mas pelo fato de ter uma personalidade extrema, em alguns casos ela prefere nem perder tempo discutindo. Ela guarda pra si e administra a imparcialidade como uma lady. Porque se ela começar a falar… SAÍ DE BAIXO!

      Ela é sedutora de forma diferencial. Se você chama a atenção de uma ariana, sinta-se um cara de sorte porque ela vai até o fim pra te conquistar. Mas é comedida. Ela não põe tudo a perder de uma vez só, aliás ela não joga pra perder. Mas transparência é algo que a ariana preza muito. Mais do que isso. RECIPROCIDADE. É o que mantém a chama do entusiasmo sempre acesa. Por isso ela não se contenta em ser opção. Ela faz questão de ser prioridade porque a ariana é intensa em tudo o que faz. Então, se você quer alguém forte ao seu lado ela é o tipo de mulher pra você. Viver e conviver com uma ariana é o mesmo que não ter rotina porque…

” ela é a vida, após a vida, despedida pros seus dias mais banais. Pra que mais?”

(trecho da música – Ela só quer paz – Projota)


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Rapha é biomédica, ariana, romântica e chocolátra de carteirinha. Festeira, terapeuta e escritora nas horas vagas. Ama fotografar paisagens e pratos. Tem 24 anos e  vontade de largar tudo e viajar pelo mundo com o amor da sua vida. Rege a vida com sorriso no rosto e positividade em tudo que faz.


 

A história de nós 2

jkjNo momento em que eu menos esperei, você apareceu. No momento em que eu queria estar sozinha mas ao mesmo tempo precisava ser completa. Por tantas vezes eu sonhei com você. Eu te idealizei no meu mundo perfeito. Mas nunca me achei digna de conseguir alguém tão especial. Não que eu tenha problema de autoconfiança mas as pessoas não se olham mais. As relações se tornaram vazias e tudo que se espera é um breve envolvimento. Ter é mais importante do que sentir. E o verdadeiro ficou escondido nas entrelinhas do subconsciente. Te conhecer foi como achar uma pérola no fundo do oceano. Foi como encontrar um tesouro perdido sem nem ao menos desconfiar que ele existia. Foi estar no momento certo na hora certa. Foi estar sem expectativa.

       Quando eu te olhei eu senti um “click”. Algo me beliscou internamente. Uma luz se acendeu. Eu não sabia de onde vinha, o que era, se era bom. Mas intuição serve pra nos guiar as escuras numa situação que o nosso subconsciente considera familiar e estranho ao mesmo tempo. Coisas que vão além da nossa compreensão. E lá no fundo eu compreendi mas não entendi absolutamente nada. Enquanto isso um letreiro piscava dizendo “É ELE”. O que mais me chamou a atenção em você foram os seus olhos. Eles sorriam pra mim. Era um sorriso que brilhava e que me dizia pra ficar. E os meus lábios sorriram de volta. E os nossos lábios e olhos tiveram um breve caso de amor naquele momento.

   Nos meus momentos de solidão eu me projetava nos filmes de romance. Mas por muitas vezes eu culpava os personagens por serem estúpidos e ignorarem a felicidade bem a frente de seus próprios olhos. Como num filme eu revivo esse nosso instante. eu analiso a cena, eu vejo o meu rosto e o seu e eu entendo que nada acontece por acaso. Não adianta forçar situações e fazer com que as coisas sejam do nosso jeito. O melhor é deixar as coisas fluírem. E as coisas fluíram tão bem entre a gente que as nossas almas se conectaram pela energia. Criamos um elo invisível e nos tornamos um só por alguns instantes. A Afinidade do teu olhar e a reciprocidade do meu sorriso fizeram um par perfeito. Você foi o sinal que eu precisava para acreditar que todo filme de romance pode ter um final feliz mesmo sem a gente ter a mínima noção de estar vivendo ele, em tempo real.

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Rapha é Biomédica, ariana, romântica e chocolátra de carteirinha. Festeira, terapeuta e escritora nas horas vagas. Ama fotografar paisagens e pratos. Tem 24 anos e tem vontade de largar tudo e viajar pelo mundo com o amor da sua vida. Rege a vida com sorriso no rosto e positividade em tudo que faz.


Intercâmbio

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– Você vai embora mesmo?

– Tenho que ir.

– Não tem não. Você está indo porque quer ir, não porque tem que ir.

Ele estava certo. Parte de mim queria ir embora, sair daquela rotina massacrante, conhecer novas pessoas, novos ares, novas oportunidades… Queria ter uma vida nova. Mas a outra parte queria ficar ali, com todas as pessoas que eu amo e que me fazem feliz. É duro ter que escolher uma das duas coisas.

– Não sei se vou suportar.

– O quê?

– Ficar aqui sem você. Sempre me trouxe uma paz tão grande. Vai ser difícil aguentar toda essa indiferença!

– Você vai ter que fazer novos amigos.

– Por que tem que ser assim? Tão mais fácil você ficar. Seria bom para as duas partes.

– Hmm, nem tanto. Você está dizendo só da SUA parte, e isso é um pensamento egoísta. Esse tempo fora vai me fazer bem.

– Espero que não encontre outro melhor amigo.

– Igual à você? Jamais.

– Queria que você ficasse – ele diz, soltando um suspiro.

– Calma, é só um ano. Um ano passa rapidinho!

– Pra mim parece a eternidade! E se algo acontecer com você?

– Você não pode cuidar de mim pra sempre. Tenho que aprender a me virar sozinha.

– Mas é isso que eu quero fazer: cuidar de você.

Corei. Ele nunca tinha me falado coisas assim, e eu não sabia como reagir.

– O que aconteceu? – perguntei.

– Não entendi a pergunta.

– Você sempre foi tão rude comigo, tão grosso. E agora está tão carinhoso, falando coisas fofas, me deixando cada vez mais segura…

– Ah, você me ajudou tanto. Achei legal retribuir com um pouco de carinho e atenção, já que dinheiro eu não tenho pra te dar como retribuição – brincou.

Sorri. Era verdade. Eu ajudei muito o Vini quando ele mais precisou. Quando todos viraram as costas pra ele, eu estava lá. Quando ninguém mais se importava com ele, eu estava lá. Quando o mundo dele caiu e nada mais fez sentido, eu estava lá. Talvez esse seja o motivo de termos ficado tão próximos e virado melhores amigos.

– Verdade. Mas, mesmo assim, ainda é um pouco estranho.

– Não sei por que é tão estranho.

– Talvez seja porque eu sou mulher. No universo das mulheres, isso se chama falsidade – brinquei.

– No universo dos homens, isso se chama amor – ele disse, olhando no fundo dos meus olhos.

 


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Mariana e tem quase 15 anos. Virginiana , paulista, sonhadora, viaja no mundo da Lua mas, graças à Deus, tem os pés no chão. Pretende cursar psicologia e ajudar o ser humano a lidar com seus problemas. Tem como hobby escrever e jogar vôlei, e há quem diga que escrever foi um dom que Deus lhe deu.


 

Se dê uma chance!

Quem nunca teve um coração partido ou uma decepção amorosa que atire a primeira pedra  e venha conversar comigo sobre como é bom – ou ruim – nunca ter se magoado com relação a sentimentos.

Pode ter sido uma paixão na 4º série, um amor platônico pelo menino da sua escola que era o capitão do time de futebol, ou até mesmo depois de grande, aquela pessoa que você achou que iria viver para sempre e durou míseros seis meses.

Não importa, já é uma decepção amorosa e aí você acaba se desiludindo com o mundo. Tem a sensação de que não vai ser feliz, de que nasceu para ficar sozinho e que ninguém é bom o suficiente para você. Você tem medo de se entregar, coloca uma armadura nesse coração e se fecha para o mundo.

Mas já parou para pensar em quantas oportunidades você pode perder ou já perdeu, por causa de uma frustração que você teve? Já percebeu que aquela pessoa tão bacana poderia estar ao seu lado e você preferiu pedir “um tempo” para ela e nunca mais voltou, por puro medo de se entregar novamente?

Nenhuma decepção é grande o bastante para deixar de amar um outro alguém, se arrisque. Se entrega sem medo, você pode e vai ser feliz, não garanto que será com a primeira pessoa que você tentar, porém digo com toda certeza do mundo que você vai encontrar alguém e não irá se arrepender.

Não existe sensação melhor do que ter alguém, mas alguém de verdade. Que você possa contar seus problemas e com a pessoa soluciona-los, possa andar de mãos dadas por aí pensar num futuro, apresentar para a sua família… Ah! Essas coisas são tão boas, porque companhias para uma noite ou um final de semana, existem várias por aí mas, companhia para viver uma vida com você, são poucas, talvez apenas uma.

Não pense que deve trilhar o futuro tão rápido, muito pelo contrário: se deixe envolver com a pessoa, aprenda a lidar com ela, aprenda a gostar das manias e do jeito, deixe seu coração gostar dela e faça com que seja reciproco… Deixe ela te conhecer, se envolver, gostar de você.

Pode ser que dê certo, pode ser que não. Mas só irá saber caso tente, o segredo é isso: tentar. E tenho certeza que deve existir pelo menos uma pessoa capaz de te ajudar nisso.. E aí? Vai ficar aí parado e vendo o tempo passar ou vai dar uma chance para uma pessoa bacana que pode estar ao seu lado? A decisão está em suas mãos.

 

Marcella Azevedo

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Tem 21 anos, mãe de um menino aos 18. Viciada em livros, futebol e chocolate. Leonina de um ego elevado. Quando ela ta chata, chocolate e carinho resolve tudo


 

PRESTA ATENÇÃO, AMIGO

É amigo, talvez você não tenha percebido, mas ela é loucamente apaixonada por você. Ou você nunca reparou no sorriso bobo que ela dá quando está ao seu lado e no brilho dos olhos dela quando vocês estão juntos?

Pois é amigão, brilha e muito, tanto que as amigas dela já perguntaram, se vocês tem algo ou se o brilho do olhar dela é natural. E acredite: não é.
Você não tem a menor ideia de quantos caras querem ela e ela na dela, só aguardando o dia que você vai virar e falar: então vamos tentar. Ela só aguarda isso, ela não tem medo de se jogar, ela tem medo de ficar parada e isso nunca ter uma continuidade. Mas amigo, não vá pensando que ela vai chegar em você e colocar tudo sobre a mesa: ela não vai fazer isso, pois o medo que tem de te perder, perder a amizade, é maior do que o medo que tem de você arrumar alguém, afinal, aposto que não vai aguentar ficar sem o seu bom dia, sem as suas preocupações diárias, sem as risadas que vocês dão juntos, as suas conversas, os segredos.
Acorda garoto! Entre tantos sorrisos, tantos abraços e tantos beijos, ela quer apenas o seu, mas ela cansa, ela quer alguém pra compartilhar tudo com ela, além das conversas online, ela quer poder te ter por perto. E você corre o risco de perde-la, caso não tome uma atitude.
E cá entre nós? Você sabe que ela tem um efeito diferente em você, não é?! Duvido negar que ela te encanta. Se dê uma chance, não tenha medo, se entrega.

O destino já se encarregou de vocês se conhecerem, agora é contigo meu amigo.

Marcella Azevedo

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Tem 21 anos, mãe de um menino aos 18. Viciada em livros, futebol e chocolate. Leonina de um ego elevado. Quando ela ta chata, chocolate e carinho resolve tudo